Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

sábado, 29 de março de 2014

O poder do pensamento


Vem pensamento
Sobrevoar-me em comoções desejadas
Pois refletido no espelho das emoções
Envolve-me o véu da transparência
Num existir singelo em imanência
Transforma-se então num campo de cultivo
O respeito pelo nosso âmago
Cintilante verde e belo no seu fulgor
Assistindo a um desabrochar
Do elo de ligação como ser interior

Dar é fundamental numa entrega altruísta
Mas difícil é estar em pleno
Aberto ao receber em mão
Porque o amor é alimento
Consciência maior essencial nutrição

Desprezar o pão repleto de graça
Será virar costas à vida
À felicidade à confiança
Pois há uma relação de necessidade
Entre as criaturas e a energia da criação
Que são unas interdependentes
E constituem profundamente
Na sua essência mais ampla
A mesma venerável dimensão

Se nos amarmos podemos distribuir amor
Atraímos o que nos faz bem
Se procurarmos uma forma de discernimento
De perceção que não estamos sós
De elevação de empolgamento

O que damos aos outros retorna a nós
Damos paz recebemos paz
Damos abraços recebemos abraços
Jamais estaremos sós
Damos carinho recebemos carinho
Então o conhecimento torna-se
Sagrada e extremosa  criação
Primordial comunicação com o divino

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