Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

domingo, 20 de abril de 2014

Aleluia!





Desabrocho um sorriso subtil no meu interior
Ergo o olhar ao céu e contemplo a majestosa lua
Canto em vibração abençoada aleluia
Como se a floração se abrisse em fruta madura

Nasce em fogo a estrela mãe sol
Mergulho a alma em gratidão no mundo das mulheres
Abençoadas as corajosas as que silenciam em força
Como um campo selvagem cravado de malmequeres

Em lágrimas de incontida alegria
Canto em oração de enlevamento aleluia
Pouso em pranto nas pétalas aveludadas das papoulas vermelhas
Que ondulam em suavidade na brisa da manhã em centelhas

Flutuo por momentos sobre um campo de flores
Sentimento de plenitude felicidade e apaziguamento
O meu corpo dilui-se num cosmos multicolor
E o meu ser renasce em metamorfose de salvamento!

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