Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Manipuladores de consciência



Esta era que respiramos é de aniquilação
Como se um estado de acrasia se apoderasse do homem
Que mesmo sabendo que se auto destrói
Continua a tecer a teia da maldade

Nutricionistas do ego exaltam as armadilhas
Enquanto esqueletos de vaidades e fantasias
Se excitam em toques de põe e tira
De estica e encolhe para que a alma se fira

E nesta amalgama de vibrações desconexas
Esfuma-se o querer por dever a boa vontade
Que deve orientar o ato a decisão a intenção
Se o homem evoluísse sem muletas
Sem pai castigador sem medos ancestrais tenebrosos
O lúcido imperativo categórico da dignidade
Tornar-se-ia um simples existir melódico sobre campos viçosos

Ah coragem em nada me consolas
Se me servir de ti para a destruição
Para a cega ambição pois estes agentes autónomos
Ainda são um pequeno número de anónimos
Caminham por aí na invisibilidade
E aqueles que a sua deliberação depende do exterior
Não querem assumir para si a responsabilidade


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