Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

terça-feira, 6 de maio de 2014

É imperioso reconfigurar mentes!




Esta inconstância feita indeterminação
Conduz a humanidade para o mundo obscuro
Nesta incerteza e caótica dimensão
Da inanição onde tudo é permitido
Onde nada se pode afirmar com certeza
Onde não há nem respeito nem delicadeza

Grita a premência de um iluminado
Que arrase de vez com os sistemas contaminados
Do descarado plagiador
Quem disse que estar contra as leis injustas
Se combate com a paz?
Quem disse que a consciência que se rebela
Contra o imposto pelo poder não é aniquilada?

Há uma energia mais pura para além                        
Do que nos faz cegamente obedecer
Há uma força maior que o simples rastejar
Há uma necessidade do alto
Que nos indica que as bestas
Temos de contrariar!

Reconfigurar as mentes é preciso
Sem ameaças chalaças ou juízo final
Porque a dignidade humana
Permanece enxovalhada e rota
E ignorantes  pavoneando os egos sem vergonha troçam
Tornando as nossas sagradas vidas apenas moedas de troca!

Precisam-se heróis
Que na sua singularidade não receiem combater
Em várias frentes em cenários doentes
Pois é imperioso construir
Não denegrir mas edificar
Não destruir mas fazer
Pois estagnar no lodo
Impede-nos de mudar
E escondendo-nos nos escombros
É deixarmo-nos morrer
É não a responsabilidade assumir
É desfazermo-nos em pó
E  recusarmo-nos a progredir!

Sem comentários:

Enviar um comentário