Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Inocência



Contemplo embevecida o riso da inocência
Os olhos brilhantes de alegria onde baila a fantasia
O entusiasmo da sua expressão de entrega
As mãos pequeninas nas minhas e então
É o milagre da dádiva que entendo em mim
Quando penso que não me enganei na direção

É que nas encruzilhadas sombrias
Tive de decidir a estrada a calcorrear
A tarefa gigante a realizar
Os documentos impressos a assinar
Porque a viagem é diversa
Pode ser dispersa mas o destino é indubitável
E tem rosto de criança que é guerreiro de paz
Pela beleza e bonança
Legado de energia e coragem
Elo sagrados para o permanecer de esperança

É premente o abanar dos corpos
Um relâmpago acontecendo na mente
Dos que cresceram e esqueceram a sua infância
Que deixaram de admitir que este mundo

Subsiste vivo e eterno  pela mudança!

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