Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Rebeldia



Há outras formas outros modos
Outras mentes outros engodos
Outras cintilações sem cheiros nauseabundos
Sem estratégias de aniquilamento
Sem falsas revoluções sem negras inundações
Sem incoerência
Apenas um planar tentacular
E a negridão em ausência

Deixar a idiotice da eternização das normas
Não adormecer no engodo das velhas reformas
Saltar o muro transpor o rio cortar os laços
Anular as invejas as raivas as vinganças
Vibrações em degredo que nos cortam as entranhas em pedaços

Mãe consciência inunda esta tempestade
Com que nos extinguimos
Com discernimento apaziguados
Acaba com os complexos de inferioridade
Camuflados em tronos de poder
Pois na encruzilhada no caminho teremos
Cada um de decidir se queremos
Afundar-nos na sintonia das patologias
Ou se seguimos o sentir da harmonia e o bem-querer

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