Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

sábado, 2 de agosto de 2014

Manipuladores de gente



Saltam na corda pendurados sobre o precipício
Os preconceitos sufocantes da mente doente
Insiste em manipular diabólico o engravatado
Sentindo que é poder e pode espezinhar gente

Criaturas amedrontadas cobrem-se nas suas capas
Brincam intoxicadas dependentes de botões
Em ícones de face demente
E os pobres de espírito coitados
Nem dão pelo aperto da serpente

Quem governa mortifica maltrata subjuga
Como padrasto desequilibrado que maltrata crianças
E na avidez de conhecimento
Não nos damos conta
Do falso contentamento incoerente
E em lugar de nos rebelarmos
Em vez de para longe os abutres pontapearmos
Aceitamos hipnotizados o manipulador indecente

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