Um poema acontece no meio de uma tempestade medonha perante o horror mesmo dissimulado da existência humana.
É um processo de libertação de amarras, esquecer o que nos incutiram na mente programando-nos, e avançar sozinho, porque a solidão é parte integrante do poeta. O poema rodopia em redor do ilimitado, do informe, sem norma, do inconstante, do movediço, em ligação com outros espaços moventes. Sobe até onde os pássaros voam, instala-se até onde os deuses guerreiam, afunda-se na espeleologia até onde os vermes se escondem.
O poeta flutua na sua voz, dá o grito da revolta e liberta-se dos grilhões da sociedade inventados nos chifres dos adoradores de esmeraldas!

luz

luz
A luz que ilumina a alma deve conduzir os passos...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Supremacia da insanidade





Desintegra-se o mundo humano
Em estilhaços cortantes de apartamento
Mentes castradas apontam destruidoras rajadas
Inventam deuses e demónios
Que se disputam em campos opostos de idolatria
Confunde-se o poderoso o pomposo com sabedoria
Esganam-se as feras em defesa da propriedade
Aclamam a guerrilha alimentada no separatismo
Ignoram que é possível a diferença
Quando conduzida na bem- querença

Só na lógica de um demente
É admissível a exploração
Só no pensamento de um louco das trevas
É permitida a escravização

Quando tomamos consciência
Que nós e os outros somos o mesmo
É que o fogo do saber genuíno se manterá aceso
Pois não há distância nem longínquo sim harmonia
Não há extremo nem fronteira
Somos unicamente cordas compondo a cósmica melodia

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